quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Seus pensamentos e ironias.

Mário Quintana nasceu em 30 de julho de 1906, em Alegrete. Fato que dizia ter sido a principal coisa que lhe acontecera. Quando era abordado e lhe pediam que falasse sobre ele mesmo, Mário dizia ter sempre acreditado que toda confissão não transfigurada pela arte era indecente, respondia então que o que eles queriam eram detalhes, cruezas e fofocas... Mário sempre teve complexo por ter nascido prematuro, algo que o fazia se sentir como se não estivesse pronto ao nascer até descobrir que alguém tão completo como Winston Churchill nascera prematuro. Mário dizia ser uma pessoa muito orgulhosa que achava nunca ter escrevido algo à sua altura, apesar das pessoas o acharem modesto.
Em certa entrevista disse ele: '' Porque poesia é insatisfação, um anseio de auto-superação. Um poeta satisfeito não satisfaz. Dizem que sou tímido. Nada disso! sou é caladão, introspectivo. Não sei porque sujeitam os introvertidos a tratamentos. Só por não poderem ser chatos como os outros? Exatamente por execrar a chatice, a longuidão, é que eu adoro a síntese. Outro elemento da poesia é a busca da forma (não da fôrma), a dosagem das palavras. Talvez concorra para esse meu cuidado o fato de ter sido prático de farmácia durante cinco anos. Note-se que é o mesmo caso de Carlos Drummond de Andrade, de Alberto de Oliveira, de Erico Verissimo - que bem sabem (ou souberam) o que é a luta amorosa com as palavras."
Aos 78 anos, Mário afirmava estar sem idade, pois como ele dizia " Idade só há duas: ou se está vivo ou morto. Neste último caso é idade demais, pois foi-nos prometida a Eternidade".
No dia 5 de maio de 1994 em Porto Alegre, próximo de seus 87 anos, o poeta e escritor Mário Quintana passou a viver sua 2ª idade, a eternidade.

Escreveu Quintana: "Amigos não consultem os relógios quando um dia me for de vossas vidas... Porque o tempo é uma invenção da morte: não o conhece a vida - a verdadeira - em que basta um momento de poesia para nos dar a eternidade inteira".

E, brincando com a morte: "A morte é a libertação total: a morte é quando a gente pode, afinal, estar deitado de sapatos".

(Katherine Morais, 1º B)

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